Amália – Poema Medieval

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Volto de novo com Amália, gosto imenso da poesia medieval, e com um andamento musical a lembrar por vezes a toada ou o fado de Coímbra, na cadência dos arranjos e harpejos das guitarras. Penso ser das últimas gravações de Amália, fiz este vídeo por um amigo espanhol de Salamanca , Francisco Alvarez me ter sugerido e que a ele “lhe gustava mucho”. Não existiam fronteiras para Amália, fico espantado pelo correio que recebo de todo o mundo e o que falam sobre Ela e o sentimento de admiração e saudade que nutrem por Amália. Pois vamos então aqui recorda-la com “Partindo-se”

Américo – Gaivota

Que me perdoe Amália, pelo meu atrevimento, mas entre várias versões do “Gaivota” que há por aí, esta minha é mais uma.

Fotografia - Com meus filhos, Paulo à guitarra e o Jorge à viola

Uma Ternura

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Os tempos de agora são outros :no meu tempo, para os Bébés não chorarem, metiam-lhe a chupeta na boca e pegavam neles ao colo, agora arranja-se uma mascota e quando o menino chorar, ela trata do problema. Uma ternura de quadro. Ora vejam

Gonçalo Salgueiro – Canta Camões

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No meu correio, recebo imensos pedidos para editar vídeos deste ou daquele fado ou fadista. – Do Gonçalo Salgueiro o usuário do YouTube “miekekt” pediu-me outro vídeo, além do primeiro que eu já em tempos tinha postado, escolhi, esse poema de Camões que todos sabemos de cor desde do tempo da escola, e com música tão envolvente de Carlos Gonçalves que o Gonçalo Salgueiro, por certo um amaliano devoto e que em tudo que canta venera Amália com respeito e admiração, mas dizia que esta interpretação dele, é de arrepiar pelo sentimento e expressão que põe ao cantar. Julgo ser um belo momento de Fado.

Ana Moura

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Tenho um carinho muito especial por Ana Moura, o Fado na voz dela é Fado. Sua voz tão sensual, tem uma mística fadista que não engana, aliás Ana Moura é das Fadistas actuais, talvez de todas a menos sofisticada, tudo nela é natural, e os requebros na voz, naqueles quebrantos que o fado pede, são mesmo de fadista. Adoro duas Fadistas neste momento a Carminho, que já em baixo postei algo dela, e Ana Moura, que daqui faço votos para rápidas melhoras no problema de saúde que teve há pouco, mas parece pelo que já ouvi, que já passou e está em total recuperação. Deixo um dos 16 vídeos que editei de Ana Moura para o YouTube. com um abraço Américo

Deus e o Homem juntos na Criação

A minha Amiga Isaura Faza de Vigo mandou-me essa maravilha que aqui comparto convosco.

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Entre Toronto e Ottawa, o rio San Lorenzo se estreita e começam a aparecer ilhas e mais ilhas. A este zona se conhece como Thousand Islands. Existem mais de mil ilhas, quase 1400. Desde Rockport, pode-se embarcar em barco e recorrer o rio.

Estas águas estão entre o Canada e os Estados Unidos. Assim desde barco verás a ponte internacional mais pequena do Mundo, com apenas 4 metros, que une duas ilhas. Uma em águas Canadienses e a outra em águas Americanas.
Em uma das ilhas está o castelo Boldt cujo interior está em restauração. Boa Viagem.

Fernando Moreira – O meu Compadre

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Este personagem que aí está, é “Um gajo porreiro” e é meu compadre. Quero daqui enviar-lhe a ele à esposa Anabela e à minha afilhada Rita, aquele abraço de Saudade , e dizer ao Fernando o quanto o recordamos, assim como a Anabela, quando ambos foram durante anos, figuras queridas das” Noites do Kalunga”. Ainda hoje, e já lá vão mais de 5 anos e sempre me perguntam por eles. Vivem em Pemba -antigo Porto Amélia – Cabo Delgado – Moçambique.
E é claro, teem muitas saudades, eu também estive anos fora e sei o que é isso, e ao recordar, o Fernando, quando ao tocar a viola, se acompanhava cantando a “Júlia Florista”, aqui lhe envio o Max,em um vídeo que acabei de iditar para o YouTube com o propósito deste post, pois não tenho em boas condições, registo gravado do Fernando que possa ilustrar esta mensagem, onde apenas lhe quero testemunhar nossa gratidão pelo brilhantismo que sempre empregou e ajudou a enriquecer as “Noites no Kalunga” Caro Compadre, Anabela e Rita, Um abraço e um beijinho de eterna Saudade. Américo

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Benguela – E os meus Filhos

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Há pouco ao passar pela RTP Africa e ao ver filmagens de Benguela – Angola, cidade onde vivi desde 1964 a 1975, e onde nasceram meus filhos, deu-me a nostalgia e tudo me veio à lembrança. Os anos maravilhosos, que eu minha mulher e meus filhos passamos. Benguela era uma terra encantadora, todos nos conhecíamos e vida era alegre, e desprendida, tudo se dava bem, em 11 anos e em plena época dos movimentos de libertação e da chamada guerra colonial, nunca ouvi um tiro que fosse, e andei milhares de quilómetros em Angola, cheguei a visitar Luso -Teixeira de Sousa, mais ao sul Sá da Bandeira, Moçâmedes, Porto Alexandre e por aí fora. Que pena os homens estragarem o que Deus lhes deu e provocarem mau viver às populações, e que passados mais de 30 anos de Independência, parte maior daquela gente vive na miséria e na carência de tudo. Benguela era linda e então ao rebuscar uma canção que fosse enquadrada para esta lembrança, nada melhor que o Ouro Negro de Saudosa memória, e dedicar este espaço aos meus filhos, e assim também satisfaço todos aqueles que me escrevem e perguntam, quantos são, como são e querem conhece-los. Pois aí estão essas três “prendas,” que são o orgulho da mãe e do pai. Um abraço Américo

Carminho

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Desde que Amália nos deixou e se passou para o Além, surgiu uma onda de gente nova a cantar o Fado com muita categoria, destaco para meu gosto, Ana Moura, Ricardo Ribeiro, o irmão do meio de Camané o Helder Moutinho, e esta preciosidade de Fadista que é a Carminho. Tão nova e já com tanta raça na abordagem do fado,fado. Filha de uma grande Senhora do Fado que é Teresa Siqueira, decerto daí lhe vem a intuição, mas com a distinta particularidade de não imitar ninguém, nem sequer a própria mãe. Vos deixo aí num vídeo que com a devida vénia o trancrevo e desde já os meus agradecimentos à MARIAJOANA77, pela minha ousadia de o trazer aqui, que pelo que dá a perceber, foi numa noitada de amigos com uma sardinhada pelo meio. Pois oiçam a Carminho nesse “Raúl Pinto” que tem muita categoria interpretativa. Silêncio senhores, que se canta o Fado.