Fernando Moreira – O meu Compadre

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Este personagem que aí está, é “Um gajo porreiro” e é meu compadre. Quero daqui enviar-lhe a ele à esposa Anabela e à minha afilhada Rita, aquele abraço de Saudade , e dizer ao Fernando o quanto o recordamos, assim como a Anabela, quando ambos foram durante anos, figuras queridas das” Noites do Kalunga”. Ainda hoje, e já lá vão mais de 5 anos e sempre me perguntam por eles. Vivem em Pemba -antigo Porto Amélia – Cabo Delgado – Moçambique.
E é claro, teem muitas saudades, eu também estive anos fora e sei o que é isso, e ao recordar, o Fernando, quando ao tocar a viola, se acompanhava cantando a “Júlia Florista”, aqui lhe envio o Max,em um vídeo que acabei de iditar para o YouTube com o propósito deste post, pois não tenho em boas condições, registo gravado do Fernando que possa ilustrar esta mensagem, onde apenas lhe quero testemunhar nossa gratidão pelo brilhantismo que sempre empregou e ajudou a enriquecer as “Noites no Kalunga” Caro Compadre, Anabela e Rita, Um abraço e um beijinho de eterna Saudade. Américo

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Benguela – E os meus Filhos

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Há pouco ao passar pela RTP Africa e ao ver filmagens de Benguela – Angola, cidade onde vivi desde 1964 a 1975, e onde nasceram meus filhos, deu-me a nostalgia e tudo me veio à lembrança. Os anos maravilhosos, que eu minha mulher e meus filhos passamos. Benguela era uma terra encantadora, todos nos conhecíamos e vida era alegre, e desprendida, tudo se dava bem, em 11 anos e em plena época dos movimentos de libertação e da chamada guerra colonial, nunca ouvi um tiro que fosse, e andei milhares de quilómetros em Angola, cheguei a visitar Luso -Teixeira de Sousa, mais ao sul Sá da Bandeira, Moçâmedes, Porto Alexandre e por aí fora. Que pena os homens estragarem o que Deus lhes deu e provocarem mau viver às populações, e que passados mais de 30 anos de Independência, parte maior daquela gente vive na miséria e na carência de tudo. Benguela era linda e então ao rebuscar uma canção que fosse enquadrada para esta lembrança, nada melhor que o Ouro Negro de Saudosa memória, e dedicar este espaço aos meus filhos, e assim também satisfaço todos aqueles que me escrevem e perguntam, quantos são, como são e querem conhece-los. Pois aí estão essas três “prendas,” que são o orgulho da mãe e do pai. Um abraço Américo

Carminho

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Desde que Amália nos deixou e se passou para o Além, surgiu uma onda de gente nova a cantar o Fado com muita categoria, destaco para meu gosto, Ana Moura, Ricardo Ribeiro, o irmão do meio de Camané o Helder Moutinho, e esta preciosidade de Fadista que é a Carminho. Tão nova e já com tanta raça na abordagem do fado,fado. Filha de uma grande Senhora do Fado que é Teresa Siqueira, decerto daí lhe vem a intuição, mas com a distinta particularidade de não imitar ninguém, nem sequer a própria mãe. Vos deixo aí num vídeo que com a devida vénia o trancrevo e desde já os meus agradecimentos à MARIAJOANA77, pela minha ousadia de o trazer aqui, que pelo que dá a perceber, foi numa noitada de amigos com uma sardinhada pelo meio. Pois oiçam a Carminho nesse “Raúl Pinto” que tem muita categoria interpretativa. Silêncio senhores, que se canta o Fado.

Jaume

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O Fado nos fez amigos, e descobri o quanto este Catalão gosta e sabe de fado. Tenho uma admiração imensa por ele, que se interessa por saber e descobrir toda a mística que envolve o Fado e suas raízes. Gosta de saber quem são os autores de determinado fado que por vezes não domina tão bem, vai por diversas vezes a Lisboa ao fado, tem já muitas amizades no meio, e para espanto de muitos , criou ele mesmo um Blog sobre o Fado, que é uma lição a muitos de nós Portugueses. Bravo Jaume e Obrigado. Um abraço forte e se mantém aquele desejo de nos conhecermos pessoalmente , que um dia chegará .Américo. Deixo a seguir o link do Blog do Jaume :    http://defado.blogspot.com/

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Amália – O Filme

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Fui convidado mais minha mulher, por um casal amigo, a ver o filme Amália do realizador Carlos Coelho da Silva. Vi e não gostei, vim até revoltado, todo o filme dá uma imagem de Amália que nem Ela nem nós que gostamos dela, mereçemos, tres quartas partes do filme, só se fala dos seus desejos suicídas, suas aventuras com vários homens, sua constante insegurança, enfim quase todo o filme depreciativo e da enorme carreira, do grande simbolísmo que foi para o nosso País, toda aquela mística de amor que temos por Ela, nisso tudo muito ao de leve, antes mais cenas e cenas depreciativas e segundo a família de Amália, nada verdades, ao ponto de em comunicado desaprovarem ,e revoltados protestaram por tal realização. Afinal somos Portugueses e basta, nem aquilo do tão pouco que produzimos que nos envaidece e que foi por esse Mundo sinal da alma Portuguesa, sabemos honrar e orgulhar. Lamento. Vim para casa muito aborrecido, peguei -me ao computador e editei esse vídeo como que um protesto, não serve de nada, mas senti-me bem ao fazê-lo. Um abraço. Américo

Já depois de editar este post sobre Amália e o Filme, recebo no meu email, estas palavras de um jovem que foi atravez da música que nos conhecemos, e que ele, também um apaixonado por Amália  se revolta e escreve o seguinte ;

Quero também felicitar a sua sensibilidade em relação a GRANDE AMÁLIA, sim, estive no seu blog (com o nome do segundo fado que mais aprecido da grande diva, Kalunga) como tenho estado estes dias desde que me enviou o link, e subscrevo a sua indignação em relação ao “pseudo-filme”, para não apelidar de “neo reality show”, que remexe deturpando e caluniando a vida intima da D.Amália (com o intuito de prender um público actual sedendo de verosimilhanças escandalosas) que não correspondem ao génio, personalidade e forma de amar que ele tinha. Paixões, sejam dela ou despertadas por ela, teve-as concerteza, quem não se apaixonaria facilmente por uma força de misto de simplicidade/grandiosidade, tristeza intima/alegria contagiante de humor fino, generosidade, frontalidade e talento? O realizador perdeu uma boa oportunidade de trazer/ reviver o bom gosto, tenacidade e autenticidade que muito iria abonar para todos que a trazem sempre na voz e coração. Que lhe parece?  Hugo André

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Foi um Cliente e Amigo que pronunciou e ficou de moda “Lugar de Encontro e de Saudade, e assim tem passado; quantas histórias, quantos belos momentos, quantas amizades criadas, que o passar dos anos não apagam, gostaria de deixar aquele abraço aos presentes, e relembrar os ausentes que nos deixaram forçosamente, pois já vivem noutra dimensão e estão por lá no eterno descanso. Lembro-os a todos com muita saudade, a eles e aos presentes, sempre a nossa gratidão e aquele abraço. Américo

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