Acabam as ” Noites no Kalunga “

Amanhã dia 19 de Dezembro 2009, será a última das “Noites no Kalunga”. Por apenas e só um motivo:  Estamos cansados. São muitos anos, sem tempo para mais nada. A saúde de minha mulher também não é a melhor, e ela foi ao longo dos anos a grande alma desta casa onde a cozinha era reconhecida e muito apreciada.

Fechamos  só o Restaurante,  mas  Mantemos aberta a Residencial com pequenos almoços.  Deixo aqui um registo de um bocadinho dessas noites, em que o primeiro fado “Não Voltes” tem letra de Moita Girão e a música é de Pedro Rodrigues. Obrigado a todos. um abraço Américo

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9 thoughts on “Acabam as ” Noites no Kalunga “

  1. Viva compadre. Não tenho tido muito tempo livre ultimamente para te dar a assistência que tanto mereces, mas esta notícia deixou-me profundamente perturbado e obriga-me a um esforço repentino e impensado para comentar.
    Após 8 anos de ausência e agora que eu planeava passar por Portugal no próximo ano para rever a família (70% dos meus anseios) e revisitar o Kalunga (2ª. familia e 30% dos meus anseios) as percentagens em causa não são de modo nenhum depreciativas e tu bem o sabes (o meu pai está com 90 anos e não nos vimos hà 8), dás-me uma notícia destas? Todos nós temos direito ao descanso, mas tu és daquelas pessoas que não precisa de descansar. O descanso até te pode fazer mal ao fígado mas quem sou eu para te influenciar. Lamento que esta minha saudade do Kalunga se fique por cumprir. Dar-te-ei a pancadaria necessária noutras instâncias e já agora dá um grande beijo à D. Olímpia e diz-lhe que apesar de tudo compreendo a sua necessidade de descanso. Um abração do tamanho do mundo.

    • Caro Compadre, já por email te escrevi, depois segunda feira te respondo com mais calma, pois hoje é daqueles dias de loucos e trabalho até dizer “chega” Um abraço e obrigado por esses sentimentos que sei bem a sinceridade com que te expressas e a amizade que nos tens . Um abraço até a Moçambique para vós. Américo

  2. Não sei bem explicar o motivo, mas o facto é que li com pesar esta “despedida”. Nem sequer consegui ter a oportunidade de ir aí conhecer esse Retiro Fadista… Compreendo o vosso cansaço, mas lamento na mesma esse ponto final nas “Noites do Kalunga”… vá lá que fosse uma vírgula, um ponto e vírgula, quer dizer, uma paragem curta ou um pouco mais longa, para respirar, mas assim, definitivo!?… E a Residencial e Restaurante, também encerram? Espero que não…
    Um abraço para si e outro para sua mulher.
    Santo Natal e Fantástico 2010!
    O.

    • Querida Amiga Ofélia, obrigado, já andamos a arrastar a ideia desde Agosto 2007, ano que em princípio era para ser o fêcho. Ficamos com a Residencial com pequenos almoços. Apenas cerramos por nossa parte o Restaurante, mas já publiquei nos jornais que cedemos à exploração e assim os hóspedes ficam com mais apoio. Foi dolorosamente pensado, Eu e minha mulher estamos a entrar na casa dos 70, ela vai agora ser operada e depois a recuperação é no mínimo de 3 meses assim dizem os médicos, nós personalizamos ao longo de mais de 30 anos tudo isto, as pessoas e os amigos sempre nos mimaram por isso, mas tudo tem um fim e sinceramente, estamos cansados e saturados. No último sábado foi doloroso as MANIFESTAÇÕES amigas que recebemos. mas enfim é lei da vida, que a Saudade ajudará a manter na mente as “Noites no Kalunga” Um grande abraço para si, e todo o meu respeito e carinho pela sua manifestação de pesar pelo ocorrido. Seu muito amigo. Américo

  3. Já é melhor, assim; para o ano quero ver se vou mesmo aí fazer-vos uma visita e desafio o Jaume para ir também…
    Desejo muito que tudo corra bem com a sua mulher e que tenha óptima recuperação.
    Bjinho para ambos
    O

  4. Li e reli, meio incrédulo. Compreendo quão dolorosa terá sido a vossa decisão. No entanto, pergunto-me se “As Noites no Kalunga” não poderiam continuar, sem jantares e as saborosas ementas da nossa Olimpia, mas apenas com cenografia mais ligeira e sempre musicalmente fraterna, como Noites de Chá e Fados?
    O “Cantarei até que a voz me doa” também rondará a alma de Kalunga mesmo sem as suas históricas Noites!
    Espero que o Ano 2010 vos seja fértil em Saúde e vos permita realizar os vossos sonhos!
    Com Abraço de amizade

    • Caro Manuel António, obrigado, os amigos teem sido constantes na abordagem ao tema, depois de a Olímpia regressar de sua recuperação e se meu filho mais velho regressar também do Brasil, onde já está há 5 meses. tentaremos algo dentro do que acabas de propor. Vamos estudar, mas primeiro quero que minha mulher se recupere. Um abração Américo.

  5. Olá!
    Pois não sei que dizer! Junto-me aos restantes, que também li e reli para ver se tinha entendido o que aqui estava! Incrédula também fiquei!!! Ainda há dias combinava com a minha mãe uma visita ao Kalunga, agora acompanhadas da minha querida filha que adora ouvir fado! Ora bolas!
    Entendo perfeitamente o vosso cansaço! Quem tem uma actividade como vocês tem um desgaste muito grande. Só tenho pena que ninguém siga essa tradição, manter essas noites maravilhosas, onde nos sentimos sempre em casa enquanto nos deliciamos com belos jantares e ouvimos os rouxinois dessa casa. Fico imensamente triste, confesso, mas entendo que vocês precisem da vossa paz, do vosso tão merecido descanso e sobretudo de tempo para vocês e para as vossas vidas! E mais importante do que qualquer outra coisa é a vossa saúde! Gostava de acreditar que, quem sabe, lá para a Primavera, as noites do Kalunga voltassem…nem que fosse uma noite por mês, tipo, no primeiro fim de semana de cada mês…não sei, fica a ideia no ar! 🙂

    Para toda a família fica aqui um grande grande beijinho meu e os desejos de um maravilhoso e merecido descanso. Desejo, do fundo do coração, que tudo corra bem com a D. Olímpia e que a recuperação seja muito rápida.
    Que 2010 seja cheio de saúde, de paz e muito amor para todos vocês!

    Muitos beijinhos:)

    • Querida Isabel, és um amor, obrigado por tuas palavras, sempre tão amigas e tão nossas. Foi também doloroso para nós, o telefone não pára os emails são imensos, mas tinha de ser. Pode ser que algúm dos filhos se anime e pegue, vamos a ver. Eu e minha mulher estamos a entrar na casa dos 70, temos mesmo de parar, para termos um tempinho para mim e para ela. Agora quero que recupere a saúde e depois se Deus quizer, descansamos, e para cantar o fado, haverá sempre tempo e lugar. Um beijinho para tua querida mãe , outro para tua filha e um beijão para ti. Obrigado Américo

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