Reflexão de João Costa Menezes

Inicio o meu período de reflexão política para as eleições que aí vêm. Desde o 25 de Abril que oiço em todas as campanhas eleitorais que é necessário emagrecer o Estado. E cada vez ele é mais gordo, mais pesado e com manus mais longas. Os impostos que se pagam neste País, incluindo Seg Social, são uma barbaridade. Impossíveis. Em qualquer coisa que a gente faça, lá vem o homenzinho do Estado sacar a percentagem. Percentagem do quê?? Ide trabalhar, malandros. Pessoalmente, não quero nada do Estado, apenas que me deixe em paz. Desde que ando pelo FB já me chamaram de tudo, de extrema direita a extrema esquerda. No tempo do Passos Coelho fiz montes de amigos socialistas, pelas críticas que lhe fazia. Hoje já não gostam tanto de mim, pelas críticas que lhes faço. É inadmissível para mim que um ministro ou um parlamentar, sorria na tv, feliz que “o País está muito melhor”, porque as estatísticas, os indicadores, o raio que os parta assim o diz enquanto pessoas vivem nas ruas e famílias e negócios passam tremendas dificuldades. Ah mas o “impostozinho”, esse tem de ser cobrado. Depois é o abandono que continua e continuará do interior, com as tangas eleitoralistas, algumas delas absolutamente imbecis (como por exemplo… um “erasmus” do interior ou um aeroporto em Beja, para servir Lisboa, para assim dar vida a Beja… a sério, mas esta gente só tem merda na cabeça?). Os incêndios constantes e o abandono das populações. O desprezo dado aos trabalhadores independentes. Aos idosos. Às famílias. Aos doentes. Aos jovens. Aos Portugueses. Com o planeta farto de nós, estou-me nas tintas para a insistência na dicotomia tradicional “direita” x “esquerda”. Essa merda já não me faz sentido. Ideologias? O cidadão comum não tem ideologia. Apenas quer conseguir viver (já apenas sobreviver), alimentar a família, poder dar algo aos filhos. Votarei (algo muito, muito raro) em quem me defender. Em quem defender menos impostos. Em quem tenha como missão valores que afinal sustentam (sustentavam) tudo isto, contrariamente se calhar ao que a minha geração, rebelde como devem ser os jovens, acreditava. A utopia é boa enquanto utopia! Atingindo-a, é o caos. E vivendo na direcção do caos, e vendo os exemplos dos que o atingiram, percebemos que afinal precisamos de valores, de ordem, de um rumo. Os últimos tempos têm sido o descalabro. O que temos tido como pontos fundamentais a defender pelo Estado? A destruição da família. As idiotices tornadas foco histérico de acção política. Forças policiais sem meios. Vítimas sem direitos. Hospitais sem condições. A Justiça que apenas manteve o nome. O ensino absolutamente desadaptado ao mundo moderno. Fronteiras abertas porque o mundo é de todos mas o controlo apertado do pensamento divergente, porque o mundo é de todos os que pensam igual. Gente que vive do subsídio pelo subsídio, sem dignidade nem espinha dorsal ou talento que o mereça. Ratos. O Estado que os sustenta, assim os calando, sem uma política que impulsione seja o que for. Não interessa impulsionar nada, apenas manter vivo os esquemas que os vão mantendo no esquema. A violência que aumenta. A inseguridade. A impunidade. A não ser para os que roubam um pacote de manteiga no supermercado. Hipocrisias. Falsidade. Corrupção. Se os incêndios são um mal tão tenebroso, para o País, para o planeta, que o tomem como terrorismo com as devidas consequências na adaptação de meios, de controlo e repressão. Assim não sendo, calem as hipócritas bocas. E não, não é de selfies e de abracinhos que precisamos. Gente que trabalhou a vida inteira e como idosa leva pouco mais do que nada e bem menos do que emigrantes económicos que se dizem refugiados. Leis de quotas em vez de igualdade real de oportunidades (porque a mediocridade impede a resolução real dos problemas). As sondagens que dizem que as pessoas mesmo infelizes e maltratadas vão afinal voltar nos mesmos, porque o outro é que tinha razão, “eles aguentam”. Ou pior, são masoquistas. As sondagens que não dizem o que as pessoas têm medo de dizer mas na hora de votar, se calhar dirão, no anonimato, porque “isto não é a América”, mas talvez não sejamos assim tão diferentes. Eu também sou, masoquista. E vou ler todos os programas, despido de preconceitos ideológicos e ver todos os debates. Infelizmente já não há debates de ideias, apenas concursos televisivos. Nem grandes pensadores, intelectuais, gente carismática. Pelos menos não no quadro político actual. Espero que apareçam. De todos os quadrantes. Mas até lá, verei e lerei o que houver, que é se calhar o que merecemos.

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Com a devida vénia partilho este post hoje publicado no Facebbok

Somos realmente um Povo “diferente”, muitas vezes, até, “estranho”.
Andámos todos atarefados na tentativa de se conseguir que a chamada Canção Nacional, o FADO, fosse considerado, a nível mundial, «Património Imaterial da Humanidade».
Conseguimos.
Aquilo foi uma Festa, com todos os protagonistas eufóricos: Fadistas, Governantes e, outras figuras públicas.
Foi realmente uma Vitória, para o Fado, para todos os fadistas, músicos, poetas, compositores, para os portugueses e, para Portugal.
O que seria de esperar (?): que, na RTP, a televisão do estado, a televisão de todos nós, dos contribuintes portugueses, houvesse um programa de Fado, nem que fosse mensal.
Penso que todos concordam…
Agora aquela nossa parte, “diferente” e, “estranha”:
– NÃO HÁ NENHUM PROGRAMA SOBRE FADO, NA RTP…!!!???
O mais triste, no meio de tudo isto, é que, os responsáveis MAIORES da RTP (funcionários públicos pagos a peso de oiro), nem sequer se devem ter lembrado disso !!!???
SOMOS OU NÃO SOMOS DIFERENTES…E ATÉ, ESTRANHOS…(??) 🇵🇹

Hospital de Viana do Castelo

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Hospital de Viana do Castelo _UNIDADE LOCAL DE SAÚDE DO ALTO MINHO -. Apenas para manifestar a minha gratidão e reconhecimento aos serviços deste Hospital: Fui hoje pela manhã operado a uma hérnia inguinal na Cirurgia de ambulatório daquela unidade  hospitalar e já estou há meia hora em casa e bem disposto. Fui lindamente tratado e fiquei até impressionado com os serviços e simpatia de médicos, enfermeiros e assistentes.Todos uma simpatia. Já minha mulher há dois anos foi por três vezes operada ali e só temos de dizer o melhor possível. Sinceramente! Obrigado Hospital de Viana do Castelo. Bem Hajam.  Américo dos Santos Pereira.

Calvário / in “O Gaiato”

 

Calvário, foi a última Obra criada pelo Padre Américo, obra para doentes incuráveis e para aqueles mais desprotegidos da Sociedade. Nosso Padre Baptista foi, e é desde há mais de cinquenta anos seu timoneiro. Esta Obra só com olhos de fé se pode ver e constatar. No nosso jornal “O Gaiato desta quinzena vem este artigo do Padre Baptista que quero partilhar convosco. Um abraço. Américo

 

 

 

Mais um correio recebido e que transcrevo

 Isto dá que Pensar

– Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.

– Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida de trabalho.

– Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.

– O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.

– Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.

– Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.

– O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 metros e não tem local para lavar mãos.

– O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).

– Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!

– No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.

– Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!

– Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.

– Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.

– Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas às finanças a tempo e horas passado um dia já estás a pagar juros.

– Fechas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

– Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!

– Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!

Caro Miguel Sousa Tavares, quem anda á chuva…molha-se

Fiquei banzado com este correio que acabo de receber: Leiam

 

Esta foi forte!
 
 
 “A INÚTIL”(professora) escreveu a Miguel Sousa Tavares…..


Vale a pena ler, muito bem respondido. 

‘A inútil’ escreveu assim a Miguel de Sousa Tavares :

Sobre os Professores

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou ‘os professores os inúteis mais bem pagos deste país.’ Espantar-me-ia uma afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui aluna, logo de ‘inúteis’, como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de forma diferente para estar de acordo com o sistema?

O senhor tem filhos? – a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam, teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes que ‘são os inúteis mais bem pagos do país.’? Não me parece… Estudam os seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura! Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os professores ‘inúteis’ são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora explique de novo?

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum dos ‘inúteis’ a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que ‘os jogadores de futebol são os inúteis mais bem pagos do país.’? Alguma vez lhe ocorreu escrever que há dirigentes desportivos que ‘são os inúteis’ mais protegidos do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os advogados ‘são os inúteis mais bem pagos do país’? Ou os políticos? Não, acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.
Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do  (falso) sucesso para posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, ‘os inúteis mais bem pagos do país’, que se arvoram em salvadores da pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.

Assim sendo, Sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha é bem necessária antes de ‘escrevinhar’ alarvices sobre quem dá a este país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si, democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um texto da sua sábia mãe:            ‘Perdoai-lhes, Senhor Porque eles sabem o que fazem.’

Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos